Uma profusão de pensamentos alheios


29/01/2011


Não sei...



O conflito no Egito exsurgiu tardiamente. Não sou nenhuma especialista no assunto, mas, às vezes, a opinião de um leigo(a) também conta... O que parece é que nós (brasileiros) vivemos numa verdadeira democracia. Comemos o que queremos comer, se tivermos dinheiro suficiente para conseguirmos o alimento desejado. Moramos, "civilizadamente" entre muitas outras pessoas. Todas elas com suas peculiaridades: umas são evangélicas, outras católicas e mais algumas espíritas, convivemos com gays, héteros e bissexuais sem que nenhum deles se sinta reprimido por isso. Vamos a shows, criticamos as roupas dos nossos amigos, os nossos amigos criticam nossas atitudes e no final da festa, todos vão para casa como se tivessem saindo de um encontro comum. Nada de extraordinário nisso... Mas o que seria de nós se vivêssemos engolindo regras de um ditador por 30 anos? É isso mesmo. TRINTA anos. Nasceríamos, cresceríamos, teríamos nossos filhos ouvindo e abanando a cabeça para um mesmo governo, cujas práticas ditatoriais repudiariam nossas condutas em tudo, nos obrigaria a ir e a voltar na hora estipulada, comeríamos o que tivesse e jamais podiríamos pensar em liberdade. Meu raciocínio é puramente ocidental e seria um erro pensar em ideologias ocidentais no oriente. Mas pensar na humanidade engloba tanto o ocidente, quanto o oriente... Os egípcios suportaram por muito tempo um tirano, cuja antipatia se expressa pelo próprio nome: Mubarak... Vivemos no Brasil, um país que peca por aceitar tudo. Não sei, mas apesar de todas as mazelas que tornam o nosso país uma corja, viver no Brasil é consolador.

Escrito por Paula Pires às 21h55
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